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Os Especilistas recomendam que, para manter
seu sabor inalterado, a cerveja deve ser
degustada em torno de 6 graus Celsius. Mas essa
é uma regra que não pegou por aqui.
Donos de bares se desdobram para servir a
loirinha bem próximo de seu ponto de
congelamento. E os fregueses aprovam.
Alguns sistemas são curiosos. Luiz Nozoie, que
possui há 43 anos um bar com seu nome no
Jardim da Saúde, utiliza uma antiga máquina de
fazer sorvete como tanque para gelar as loirinhas.
Ele coloca 36 garrafas dentro de um samburá
(cesto para pescaria) e as mergulha de uma só
vez numa solução de água e sal grosso. Numa
temperatura de até 20 graus negativos, bastam
quinze minutos para elas saírem lá de dentro
como se estivessem no Polo Norte.
" Em dia de movimento chego a repetir a
operação quase vinte vezes", diz Nozoie. |